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Pontos a Ponderar

Asteróide passou "raspando" na Terra. E ninguém viu

Simulação da Nasa

Simulação da Nasa

19 de março, 2002
Às 5:05 PM hora de Brasília (2005 GMT)

ATLANTA (CNN) -- Um asteróide de dimensões consideráveis passou bem próximo à Terra no começo deste mês sem que ninguém percebesse, uma vez que percorreu um trajeto astronômico invisível para os cientistas.

No dia 8 de março, o objeto esteve a 461 mil quilômetros da Terra – ou 1,2 vez a distância entre nosso planeta e a Lua. Os cientistas só fizeram a constatação quatro dias depois porque o asteróide veio da direção do Sol.

O asteróide – chamado 2002 EM7 - era ligeiramente maior daquele que arrasou uma vasta extensão da Sibéria em 1908. Segundo os astrônomos, o deste mês foi um dos 10 que chegaram mais próximo da Terra.

"O asteróide 2002 EM7 nos pegou de surpresa. É mais um lembrete do risco de impacto geral que enfrentamos", declarou Benny Peiser, cientista europeu que monitora a ameaça de asteróides colidirem com a Terra.

Caso ultrapassasse a atmosfera, a rocha, de 70 metros de comprimento, poderia se desintegrar e desencadear energia equivalente a uma bomba nuclear de quatro megatons.

"Se caísse sobre uma área povoada, como Atlanta (no estado norte-americano da Geórgia), a cidade basicamente seria aniquilada", analisou Gareth Williams, sócio-diretor do International Astronomical Union Minor Planet Center, em Boston, Massachusetts.

Por outro lado, o 2002 EM7 era menor do que as dezenas de planetas potencialmente assassinados, de um quilômetro ou mais de comprimento, que estão à espreita no sistema solar.

Como os objetos maiores, este segue uma órbita elíptica com um risco muito baixo de se chocar com a Terra nas próximas décadas ou até mesmo séculos.

Ainda assim, os astrônomos afirmam ser necessário monitorar constantemente a situação dos asteróides, a fim de identificar mais pedras assassinas na nossa vizinhança e garantir que nenhuma delas pegará a Terra de surpresa – especialmente aquelas que viajam na luz do Sol.

"Se vier da direção do Sol, não vamos ver nada", alertou Williams.

"Esses objetos freqüentemente ficam fora da órbita da Terra por um período expressivo de tempo. A chave é detectá-los quando eles estão fora da órbita e prever quando poderão nos atingir, vindo do lado do Sol", acrescentou.

Segundo Williams, até mesmo rochas menores, como o 2002 EM7, podem causar danos catastróficos – como tsunamis gigantescos que varreriam cidades costeiras - ao despencar no oceano.

Dessa vez, o 2002 EM7 passou "raspando". Mas na próxima, pode atingir a Terra em cheio. A Nasa, a agência espacial norte-americano, revelou que isso poderia acontecer em 2093.

As chances de que realmente aconteça, porém, são atualmente de 1 em 10 milhões.

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